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09/08/2017

EDIÇÃO - 3242 - APARELHOS EM MODO DE ESPERA RESPONDEM A ATÉ 15% DA CONTA

Equipamentos, mesmo em “modo de espera”, eleva o valor da conta no final do mês

Atualmente, os receptores de TV por assinatura são os que mais consomem energia no modo stand by

A eletricidade consumida por aparelhos eletrônicos no modo stand by ou em espera, pode representar um acréscimo de até 15% na conta de energia. Isso é o que mostra a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Segundo Leonardo Resende Rivetti, engenheiro de soluções energéticas da Cemig, equipamentos que as pessoas costumam ter em casa, como blu-ray, receptor de TV por assinatura, computador e televisão, ficam “ligados” em modo stand by 24 horas por dia, e a soma do consumo destes aparelhos, mesmo em “modo de espera” eleva o valor da conta no final do mês.

“Se você deixa um equipamento ligado desnecessariamente, está desperdiçando energia. Em stand by, os aparelhos consomem menos do que em uso normal, mas é como se fossem uma torneira pingando 24 horas”, explica.

Para economizar, como lembra o especialista, é necessário que o consumidor desligue ou retire o equipamento da tomada. Vale ressaltar que os aparelhos mais antigos consomem mais energia.

TV por Assinatura
Atualmente, os receptores de TV por assinatura são os que mais consomem energia no modo stand by. Assim, apenas o simples ato de desligar os aparelhos da tomada interrompe esse consumo dispensável – mesmo que a informação da empresa seja o contrário.

Não há dúvida de que a mudança de hábito é a melhor maneira de se evitar o consumo desnecessário. Se o consumidor sabe que vai ficar muito tempo sem usar a TV, não custa nada desligá-la da tomada.

“Também é importante não deixar o microoondas ligado só por causa do relógio digital, ou então manter o carregador de celular conectado à tomada, sem necessidade”, destaca Rivetti.

Economia se faz mais relevante devido às mudanças na tarifa
Economizar energia se tornará ainda mais importante. Isso porque a partir de 1º de janeiro de 2018, os consumidores poderão solicitar a adesão à tarifa branca de energia elétrica,que é a adoção de preço diferente de acordo com o horário de consumo.

Com a tarifa branca, a energia consumida fora do horário de pico será mais barata, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Entretanto, é importante que cada consumidor conheça o seu perfil de consumo na hora de optar entre a tarifa branca e a convencional.

O analista de mercado da Proteste, Rafael Bomfim, alerta que a tarifa branca pode ser muito boa ou muito ruim, dependendo do perfil de consumo. Para ele, quem optar por essa tarifa tem que ser capaz de aproveitar os horários fora de ponta.

“Conheça bastante as regras e verifique a possibilidade de se adaptar aos melhores horários da tarifa”, disse. “Se é um consumidor que tem a rotina rígida, não é aconselhável”, ressalta.

Com as novas regras, nos dias úteis o preço da energia poderá ser dividido em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. As faixas variam de acordo com a distribuidora.

O horário de ponta, com a energia mais cara, terá duração de três horas, na parte da noite. A taxa intermediária será uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Opcional
Aderir à tarifa branca será opcional e estará disponível para as novas ligações e com unidades que consomem mais de 500 quilowatts-hora (kWh) por mês.

Em um prazo de 12 meses, será oferecido para unidades com média anual de consumo superior a 250 kWh por mês e, em até 24 meses, para as demais unidades consumidoras.

Atualmente, existe apenas a tarifa convencional, que tem valor único cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas.

A tarifa diferenciada não valerá para os grandes consumidores, como as indústrias, nem para quem é incluído na tarifa social de energia.

Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção na distribuidora, e quem não optar por essa modalidade continuará sendo cobrado pelo sistema atual.

“Nós alertamos para o consumidor não migrar por impulso para a tarifa branca, para não ter surpresa ruim na conta”, disse Bomfim, explicando que será possível retornar para a cobrança convencional, caso o consumidor não se adapte.

Também será preciso instalar um novo tipo de medidor de energia. A troca deverá ser feita em até 30 dias e os custos do medidor e do serviço serão de responsabilidade da distribuidora.

No site da Aneel, estão disponíveis exemplos de situações em que é mais vantajoso migrar para a tarifa branca.

Capacidade do Sistema
A tarifa branca cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocar o consumo dos períodos de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.

O consultor de energia do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Clauber Leite explica que o sistema de energia é projetado para atender à máxima demanda, mas que, na maior parte do dia, fica ocioso.

“A tarifa branca é uma política adequada, ela é boa porque acaba barateando e dando mais eficiência ao sistema como um todo”, disse.

Para Leite, em longo prazo, a medida pode ajudar a adiar os investimentos. “Anualmente, o número de consumidores cresce. Então, para atender à demanda está sendo prevista uma carga máxima do sistema. Se consegue deslocar esse pico, o investimento pode ser postergado e isso pode gerar benefícios na tarifa”, explicou.

Inverno traz aumento na conta da energia elétrica
Para muitos consumidores, o inverno pode significar um aumento nos gastos com energia elétrica. Neste período, em que as temperaturas são mais amenas, é comum que as pessoas prolonguem o tempo dos banhos, utilizando a potência máxima dos chuveiros elétricos, e recorram, ainda, aos aquecedores de ambientes para suavizar a sensação de frio. No entanto, para que esses equipamentos não se tornem vilões na conta de energia, medidas simples podem fazer a diferença ao final do mês.

Segundo Luciano Barreto, engenheiro de soluções energéticas da Cemig, há duas maneiras de economizar energia: “Os consumidores podem reduzir o tempo de funcionamento dos aparelhos eletrônicos e diminuir a potência desses equipamentos. O chuveiro, por exemplo, na posição verão, gera uma economia de até 30% se comparado com a posição inverno”, explica.

Reduzir os termostatos dos aparelhos, optar por lâmpadas de LED e evitar colocar panelas quentes nas geladeiras são outros exemplos do que pode ser feito para economizar energia. O especialista também ressalta os cuidados com as roupas, que devem ser lavadas uma vez por semana e passadas também de uma só vez, evitando ligar o ferro repetidamente.

Uma prática que tem se intensificado neste inverno é a utilização dos aquecedores de ambiente, o que também gera um aumento nos gastos devido à potência elevada do aparelho. Para manter uma sensação agradável dentro das residências, é recomendado que as portas e janelas fiquem fechadas.

Além disso, é bom avaliar o consumo dos aparelhos eletrônicos na hora de comprá-los. A potência dos equipamentos pode ser observada no selo do Inmetro que os acompanham e que, preferencialmente, devem conter a letra A ou o selo Procel, da Eletrobrás, indicando que são mais eficientes em relação à eletricidade necessária para o funcionamento.

Confira as respostas:

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