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Agricultura

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14/11/2017

DOENÇA PODE TRAZER PREJUÍZOS AOS ANIMAIS E PARA A ECONOMIA

Segunda fase da vacinação segue até o dia 30 de novembro

DDesde o início do ano, a pecuária brasileira tem navegado por um mar revolto e turbulento. Os fatos recentes que macularam o setor após a deflagração da Operação Carne Fraca, em março, levaram ao que já era esperado: o mundo está de olhos bem abertos ao sistema de inspeção sanitária no país, responsável por liberar toda proteína animal embarcada nos portos brasileiros.

E não é pouca: no ano passado foram 6,7 milhões de toneladas de carnes, entre bovina, suína, de frangos e de outros animais, por US$ 14,2 bilhões. Apenas de carne bovina, que no ano passado faturou US$ 5,3 bilhões, os embarques de 2017 já somam 651,8 mil toneladas por US$ 2,6 bilhões.

Não por acaso, em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) suspendeu a entrada de carne bovina brasileira, por desconfiar da qualidade do produto. O mote? Gânglios e nódulos encontrados em parte das peças embarcadas, uma possível reação do organismo dos animais à aplicação da vacina contra a febre aftosa.

Prejuízos
A doença, embora raramente leve o gado a óbito, pode trazer prejuízos gigantescos por tornar economicamente inviável o comércio do animal infectado. O medo com as consequências de surtos, caso a vacinação seja suspensa, ainda habita na memória dos pecuaristas. A mais recente catástrofe, com focos da doença no Rio Grande do Sul, Paraná e em Mato Grosso do Sul, nos anos 2000, fez com que 56 países embargassem a carne brasileira.

Somente os sul-mato-grossenses gastaram R$ 30 milhões para erradicar 33 focos da doença, com o sacrifício de cerca de 33 mil animais. Hoje, as despesas do país para controlar a doença são estimadas em cerca de R$ 2 bilhões anuais. No caso dos Estados Unidos, o Brasil pedia o direito de exportar carne in natura para o país desde 1999, o que foi aceito no ano passado.

De uma cota negociada de 64 mil toneladas anuais, conseguiu embarcar apenas 11,7 mil toneladas por US$ 49 milhões, até ser pego na fiscalização. Mas é fato que o Brasil pode ter ganhos financeiros com o fim da vacinação. Por exemplo, com a abertura irrestrita do mercado asiático, onde a carne livre de vacinação é mais valorizada.

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